Mostrando postagens com marcador encontro gestantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador encontro gestantes. Mostrar todas as postagens

23 setembro 2013

Encontro 26/09 - O Pai na Gestação e Parto

Quinta feira, 26 de setembro, um encontro especial!

Falaremos sobre o pai na gestação e no parto. Tanto pra falar, né?!
Mas não é só isso.
Levem seus companheiros, levem seus lencinhos. Teremos relatos de parto contados pelos próprios maridos! Tem Parto domiciliar, tem parto hospitalar. Tem parto para todos os gostos! Quase uma roda de pais, e que as mães agradecem!

Contamos com sua presença!





Endereço: Gaurama, 78 - Jardim França

A Partir das 19h30 dia 26/09/2013


01 agosto 2013

O renascimento do parto estreia 09/08 em SP

Estreando dia 09 de Agosto de 2013, em São Paulo, no Espaço Itaú de Cinema, promete mudar o rumo do nascimento no Brasil.

Já assisti ao filme e posso assegurar que é cheio de informação e emoção. Saí da exibição ao mesmo tempo emocionada e desejando mudar o mundo, e esperamos que muitas outras pessoas consigam sair das salas de cinema dessa forma.

O filme não é apenas para mostrar a realidade obstetrica brasileira, mas para nos questionarmos quanto à questão de saúde como um todo. Indico não somente às gestantes, mas aos maridos, filhos, pais, avós, tios, todos!



Para mais informações:

http://itaucinemas.com.br/filme/o-renascimento-do-parto

https://www.facebook.com/orenascimentodoparto?fref=ts

Datas:

Pré-estréias:

6/08 – 21h - São Paulo – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca

7/08 – 21h - Rio de Janeiro – Espaço Itaú de Cinema – Botafogo

8/08 – 21h - Brasília – Espaço Itaú de Cinema

Estréia ao público no dia 9 de agosto em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília


Sábado, 10 de agosto, 11h - Cine Materna

Espaço Itaú Frei Caneca - São Paulo
Espaço Itaú Botafogo - Rio de Janeiro
Espaço Itaú CasaPark - Brasília


Pré-estréias:

13/08 - 21h - Porto Alegre - Espaço Itaú de Cinema

14/08 – 21h - Florianópolis - Cinespaço Beira Mar

15/08 – 21h - Curitiba - Espaço Itaú de Cinema

Estréia ao público no dia 16 de agosto em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba


Prés-estréias:

20/08 - 21h - João Pessoa – Cinespaço

21/08 – 21h - Salvador - Espaço Itaú de Cinema

Estréia ao público no dia 23 de agosto em João Pessoa, Salvador, Recife e Belo Horizonte

16 julho 2013

Pró-Parto

Pró-Parto

Grupo de Apoio do projeto Protagonistas do Parto


Encontro de Casais Grávidos e Interessados

Encontros Quinzenais

Julho:
 
18/07 - Inauguração
19h30 às 22h00 - Recepção - coffee e Consultoria e Venda de Slings
20h às 21h30 - Tema: Locais de Parto

Agosto:

01/08 - Parto Normal, Humanizado e Cesárea
15/08 - Plano de Parto e Relato de parto
29/08 - O papel da Doula

Apoio: Espaço Muv
Rua Gaurama, 78 - Jd. França

São bem-vindos gestantes, pais, avós, tios, doulas, parteiras, mães com bebês e interessados no tema.


*Contribuições voluntárias para a locação do espaço.


Apoio:

02 março 2013

Lista de Parteiras do Brasil

Lista de Parteiras do Brasil


Esta lista foi feita com o intuito de AJUDAR gestantes a encontrarem suas parteiras, sejam para terem acompanhamento hospitalar ou domiciliar...Se algum profissional se sentir ofendido por fazer parte dela, favor enviar uma mensagem que será retirado da mesma.

São Paulo 



- Andrea Campos
Tel: 5096-2318, 3021-1323 e 9231-4887
e-mail: draandreacampos@me.com


- Betina Bittar
Tel: 11 2309-8666
14 3882-8460


- Priscila Huguet
Email: prihuguet@yahoo.com.br
Telefone: (19) 30443034, 32898082
Site: www.drapriscilahuguet.com.br


- Primaluz
Parteiras Contemporaneas
Site: www.primaluz.com.br
atendem Sorocaba e região, Campinas e região, São Paulo


- Márcia Koiffman
Contato: 11 5092-6436 / 11 9106-8240


- Priscila Colacioppo
Contato: 11 9358-7862 / 15 9771-7044


- Karina Fernandes Trevisan
Facebook: https://www.facebook.com/karina.fernandestrevisan?ref=ts
Tel: 11 6799 1639



- Vilma Nish
tel.: (11) 5579 5118 (res)
email: vilmanishi@ig.com.br
Atende no consultório da Selma Canoas - 3032-4090


- Ivanilde Rocha
Contatos: (11) 8400-9935 ou (11) 6564-4464
E-Mail: ivanilderocha@hotmail.com
Site: www.parteiraivanilderocha.com/
Perfil do facebook: https://www.facebook.com/ivanilde.rocha.54


- Ana Garbulho
Obstetriz & Consult. Amamentação
Facebook: http://www.facebook.com/ana.garbulho.1?ref=ts
E-mail: ana.garbulho@terra.com.br
Tel: (11) 7201 0272


- Deborah Klimke:
site: http://www.viradadalua.com.br/
tel: (11) 5041-7423


- Carla Andreucci Polido
Tel: 16- 3371-9090
E-mail: carlapolido@terra.com.br


- Debora Banhado
Site: www.tiacegonha.blogspot.com
E-mail: tiacegonha@gmail.com
Contato: 11 8892-4670

- Cristina Balzano Guimarães
Obstetriz, Fisioterapeuta e Prof. de yoga e shantala
São Paulo e grande São Paulo
Contato: 11- 7153-5808


- Marcilha Louzada e Nely Rolli
Contato: 11 2062 1966
Formação: Enfermeiras Obstetras
Site: www.casadasparteiras.com.br
E-mail: casadasparteiras@casadasparteiras.com.br


- Catia Chuba
Médica ginecologista e obstetra
com ampliação em medicina antroposófica
Contatos: (11) 5687-3799 / 5524-9054 /
E-Mail: catiachuba@clinicatobias.com


- Rosemary Pereira
Enfermeira Obstetra
Facebook: https://www.facebook.com/rosemary.pereira1


Interior de São Paulo



- Braulio Zorzella
Interior de SP (Jaú, Bauru, Brotas, Dois Córregos e arredores)
E-mail: drbraulioboss@hotmail.com
Blog: http://drbrauliozorzella.blogspot.com.br/
Contato 14-96338842 ou 14-36227377

São José dos Campos 


- Patricia Borges: https://www.facebook.com/patiromao

- Kátia Zeny: https://www.facebook.com/katiazeny.assumpcaopedroso


Rio de Janeiro 



- Dielly Miranda:
Facebook: http://www.facebook.com/DiellyMiranda
RJ e medio paraiba (Volta redonda, barra mansa, rio, cidades marginais
à dutra nessa regiao)...
e-mail: Dielly@mail.com
site: www.partolandia.blogspot.com

- Heloísa Lessa
Enfermeira Obstétrica/ Parteira
Contato: (21) 8863-2815


- Maysa Luduvice
Enfermeira Obstétrica
E-mail: maysa.luduvice@gmail.com


- Sabrina Seibert
Enfermeira Obstétrica/ Parteira
Contato: (21) 7926-9311
E-mail: sabrinaseibert@yahoo.com.br


- Márcia Araújo
Enfermeira Obstétrica
Contato: (21) 6929-5577
E-mail: marevit@ig.com.br


- Marilanda Lima
Contato: 21 3474-2794 / 9533-8216
21 8161-4125
email: marilandalima@oi.com.br

- Claudia Orthof
E-mail: claudiaopl@imagelink.com.br
E-mail 2: Claudia.orthof@rehuna.org.br

- Stella Marina Ferreira
Obstetra
Tels: (21) 2284.2208 e 2264.2714

- Lílian May
Obstetra
Tel: (21) 2549.8986
E-mail: lmsd@domain.com.br
- Francisco Vilella
Obstetra
Tels: (21) 3803.7843 e 3803.8140
Tels: (21) 2539.1266 e 2286.0380
E-mail: villela@alternex.com.br


- Antonio Carlos de Oliveira
Tel: 21 3820 9991 / 21 2541 0890


- Rodrigo Viana
Tel.: (21) 2717-6582
Cel.: (21) 8112-6799


- Raquel Iozzi
email: raquelli.iozzi@yahoo.com.br
tels: (21) 2451-1655 ou (21) 9745-4345


Rio Grande do sul




- Equipe Hanami
(Enfermeiras Obstetras)
Site: www.partodomiciliar.com.br


Rio Grande no Norte


- Edilsa Araújo
Tel.: (84) 3222-8772

Curitiba



- Adelita Gonzalves
contato: 41 8409-3501
e-mail: partoluar@gmail.com


- Maria Rita Almeida
contato: 41 9905-3982
e-mail: partoluar@gmail.com


- Aline Calça
contato: 41 9650-9720
e-mail: partoluar@gmail.com


Belo Horizonte


- Odete Cândido
Tel: (31) 9357-9942 (TIM) - (31) 8631-5406 (OI)
E-mail: odetepregal@yahoo.com.br


Brasília


- Carla Daher
Clínica Ventre livre
Tel: 31 3447-2579

- Caren Cupertino
Obstetra
Tels: (61) 3245 1322
End: SHLS 716, conjunto C,
consultório 12 (ASA SUL)

- Frederico Luis Felipe Coelho
Obstetra
Tels: (61) 3245 2003 / 9982 2155
End: SHLS 716 conj.A, Sala 303 -
Ed Unimed – Brasília – DF

- Jussara Pasquali
Obstetra
Tels: (61) 3328-0489 / 9975 6333 /
3335 0188 / 3233 0064
End: Atende pela AMIL na SCN Qd 05 blA sala 1021 -
Torre Norte, Brasília Shopping e pelo SUS no Posto de Saúde da 408 norte

- Kelly Cavalcante
Enfermeira Obstétrica
Tel: (61) 8540 8398
E-mail: kellycavalcante@yahoo.com.br


- Melissa Martinelli
Enfermeira Obstétrica
Tel: (61) 8166 0981
E-mail: melissamartinellipartonatural@hotmail.com

- Paloma Terra
Parteira
Tel: (61) 8547 2222
E-mail: paloma_terra@hotmail.com


- Petrus Sanchez
Obstetra
Tel: (61) 3248 0932
End: Clinica SAGO – Anexa ao Hospital Brasília

- Rachel Costa Vinhaes dos Reis
Obstetra
Tels: (61) 3245 1322 / 9982 8600
End: Hospital Santa Lúcia, SHLS 716, Sul Bloco C, sala12


- Silvéria Santos
Enfermeira Obstétrica, Parteira e Educadora Perinatal
Tels: (61) 3307 2140 / 9291 5308
E-mail: silveria@unb.br


- Helio Bergo
Tels: (61) 346-3185 / 346-3185


- Vera Lúcia Coimbra
Tel: (61) 248 1497 / 226 7963

Recife


- Suely Carvalho
Parteira Tradicional
Contatos: 81 8784-3801
E-mail: caisdoparto.org@gmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/suely.carvalho.1276
Site: www.caisdoparto.blogspot.com


- Marcely Carvalho
Parteira Tradicional
Contato: 81 8228.1861(Vivo)
81- 8642-6353 (Oi) / fixo:3011-0908
Site: www.caisdoparto.blogspot.com

- Danieli Siqueira
coordenadora do Grupo Gestar
Contato: 81 9798-9673 / 81 8798-5126
Site: http://ggestar.blogspot.com.br/


- Tatianne Frank
Enfermeira Obstetra
Contato: 81 9766-5123

- Dona Maria dos Prazeres
Parteira Tradicional e Enfermeira Obstetra
Contato: 81 3249-6277

Natal


- Regine Marton
E-mail pessoal: parteiranagua@gmail.com
Contato: (84) 87116043/ 99677553
Site profissional: https://sites.google.com/site/oceanbirthweaver/Home

Sergipe


- Dona Josefa da Guia
Parteira Tradicional
Contato: 079 9819-8906

Salvador


- Mary Lúcia Galvão
Facebook: http://www.facebook.com/marylucia.galvao

PARTEIRAS TRADICIONAIS
Para saber mais sobre parteiras tradicionais http://parteirastradicionais.wordpress.com/campanha-parteiras-tradicionais/


14 fevereiro 2013

Partolândia




(Esse texto não é meu, mas achei super inspirador e não gostaria que sumisse, portanto estou compartilhando - o blog mencionado na fonte saiu do ar)

Existe um lugar secreto pra onde podemos ir. É um lugar pouco divulgado, antes mais pessoas visitavam, hoje apenas uma minoria tem a oportunidade de ir até lá. Mas todas as pessoas que já foram costumam descrever-lo como um lugar mágico.

Eu mesma nunca tinha ouvido falar. Depois que comecei a freqüentar grupos de mulheres que relatavam seus partos passei a ouvir a tal frase misteriosa: “então entrei na partolândia” e eu me perguntava: “que raio é esse de partolândia? Como se faz pra ir até lá? Pra quê ir até lá? O que tem lá?”.

Pra variar, fui estudar o assunto e descobri um mundo à parte. A verdade é que a partolândia tem vários endereços. Ela está dentro de cada fêmea deste mundo. Não é feita de conceito, não tem forma definida, não é construída através de cultura ou criação. Ela simplesmente está lá. E não requer exercícios específicos, treinamentos pra saber entrar nela. Nem se trata de um privilégio pra poucas. Sendo uma mulher prestes a parir, já é suficiente pra se ter o ingresso nas mãos.

O problema é que hoje em dia há trombadinhas especialistas em roubar tal ingresso das mãos de mulheres em trabalho de parto. Nem sempre esses trombadinhas são pessoas necessariamente. Algumas mulheres chegam a entrar na partolândia e são arrancadas de lá. Outras nem chegam a conhecer esse maravilhoso lugar e nem ficam sabendo de sua existência. Na verdade, alguns trombadinhas são bem intencionados, mas por não saberem da existência da partolândia e suas maravilhas, num ato que acreditam ser benéfico acabam tirando essa oportunidade da parturiente.

Hoje em dia o maior medo de uma gestante é o de sentir muita dor no trabalho de parto. É um pavor que vem sendo cultivado pela nossa sociedade através de uma catequização constante de que o parto é sofrido e doloroso. Vemos mulheres sofrendo horrores no parto em novelas, filmes e até programas de TV que prometem mostrar um parto real. Quantas vezes assisti a partos Frank (frankstein) no Discovery Home & Health com mulheres urrando de dor em posição frango assado suplicando pela anestesia com médicos e enfermeiras ao seu redor fazendo toque a todo momento pra saber a quantas anda a dilatação e falando o tempo todo com essa mulher: “vamos, faça força! Respira! Vamos! De novo! No 3 hein! 1-2-3, forçaaa!”. A coitada lá, suando, fazendo respiração cachorrinho quando de repente vem um anestesista e acaba com o sofrimento. Ela continua fazendo força, mas agora não se sabe por que o bebê não sai. Gritam com ela: “você não está fazendo força o suficiente! Vamos, força!”. O bebê então entra em sofrimento fetal visto através dos batimentos cardíacos no cardiotoco ligado desde o momento em que a mãe chegou na maternidade. O médico apela pro fórceps de alívio. Algumas vezes dá certo, outras não e a cesariana finalmente salva a vida do bebê. Em novelas da Globo é comum ver mulheres com um pano na boca pra morder de tanta dor, gritando e uma parteira molhando uma compressa (que até hoje não sei pra que serve) numa bacia de água. Essas verdadeiras visões do inferno contribuem pra que se propague cada vez mais uma visão negativa e aterrorizante de um evento natural, fisiológico e cheio de significado na vida de um ser-humano.

O medo da dor é reforçado através de relatos tenebrosos de parto normal que sempre culminam em tragédias. Depois de muito sofrimento materno, a maioria deles termina em crianças com retardo mental por falta de oxigenação, morte por enforcamento pelo cordão umbilical, morte por decapitação pelo fórceps e outras atrocidades. Geralmente as explicações são associadas ao corpo da mãe que não se comportou como deveria ou por ser defeituoso (falta de abertura, falta de dilatação, força insuficiente) ou como se fosse traiçoeiro (o bebê passou do tempo e começou a sofrer dentro da mãe, por exemplo). Mas tudo isso eu já falei em posts anteriores. O problema é que essa dor horrenda e esses episódios de sofrimento materno e fetal têm em 99% dos casos alguns fatores em comum que são ignorados pela maioria: ocorrem em maternidades, são explicados e registrados em prontuários por médicos e a mulher encontra-se em uma situação sempre semelhante: rodeada de pessoas (em sua maioria desconhecidas), num ambiente frio com luz forte, posição frango assado, restringida, etc. E a grande maioria não conhece a partolândia.

Seria o caso de perguntar: o que o hospital/maternidade tem a ver com o sofrimento, com a dor com o fato dessas mulheres não conhecerem a partolândia? O que a falta da partolândia tem a ver com o sofrimento? Afinal de contas...o que é essa partolândia?!? Então vamos nos aprofundar mais nisso.

O ser humano tem o cérebro mais avançado do reino animal. Isso se deve à formação do neocórtex, uma camada fina encontrada em volta do cérebro. O neocortex é responsável pelos pensamentos, pelo raciocínio. Abaixo do cérebro temos uma glândula famosa chamada hipotálamo. Ele é responsável pelo comportamento instintivo de todos os animais, inclusive nós humanos. Controla o sistema involuntário que mantém a temperatura, produz a fome quando precisamos nos alimentar secretando hormônios que atuam nas glândulas supra-renais. As supra-renais liberam outros hormônios que atuam diretamente no nosso comportamento em diferentes situações. Portanto, é o Hipotálamos que desencadeia processos primordiais para a continuação da espécie.

Para preservar a espécie, somos levados a dormir, acordar, caçar (na antiguidade), comer, beber, fazer necessidades, fazer sexo, gestar, parir, cuidar das crias, defender-se, fugir do perigo, etc. Cada comportamento é regido por uma cascata de hormônios e neurotransmissores (substâncias cerebrais) que em algumas circunstâncias podem ter sua secreção prejudicada pela ativação inadequada do neocortex.
O neocortex é ativado através de estímulos externos que levam o individuo à situação de alerta, como a necessidade de raciocinar. Perguntas, luz forte, ser observado, etc. Quando o neocortex é ativado, o hipotálamo pode sofrer um rebaixamento de sua atividade. Outras vezes, a ativação do neocortex leva a uma interpretação da situação que exige que o hipotálamo secrete uma substância contrária à que estava sendo secretada anteriormente. Por exemplo: uma substância secretada no estado de relaxamento que pode levar ao êxtase ou ao sono pode ser interrompida por um barulho que é interpretado como perigo levando o individuo a secretar adrenalina. O mesmo ocorre quando se é tocado repentinamente ou quando algo nos estressa. Pode ser o apito de uma máquina que verifica os batimentos cardíacos, a cara de preocupação do médico, uma enfermeira irritante, o marido nervoso, a sogra apavorada.

Então imaginemos uma pessoa adormecendo. Ela repousa num ambiente tranqüilo, com pouca ou nenhuma luz, silencioso ou com um som de fundo quase que hipnótico, ela vai se desligando dos problemas, dos pensamentos, entrando num estado de consciência completamente diferente como se mergulhasse em si mesma e finalmente dorme. A partir daí passa por vários estágios do sono a começar por alpha, que serão repetidos algumas vezes durante esse período de descanso. Com certeza se ocorrer um barulho, se acenderem uma luz forte na cara dessa pessoa, se tocarem nela principalmente de forma abrupta, se começar a fazer muito frio, se começarem a fazer perguntas ou se ela se sentir observada, seu estado muda automaticamente para a vigília e o sono é interrompido. E assim é um trabalho de parto (TP).

O TP deve ser comparado às necessidades básicas (principalmente dormir e fazer sexo) porque é igualmente regido pelo hipotálamo. Quando nos deixamos levar pelo TP em si sem nenhuma interrupção externa, sem nenhuma intervenção, somos automaticamente levadas á partolândia. Portanto, a partolândia nada mais é do que um estado de consciência que permite à mulher se comportar de maneira instintiva. A introspecção é o primeiro sintoma e isso pode começar dias antes quando a mulher começa a não querer participar de eventos coletivos e prefere ficar em um ambiente que julga seguro (na maioria das vezes sua própria casa) esperando a hora chegar. Quando o TP se inicia, a introspecção começa a ficar mais evidente mostrando a necessidade de fazer uma viagem para dentro de si.

Em muitos relatos de parto natural (sem intervenções) observo que as mulheres começam contando detalhadamente cada acontecimento e conforme o relato é desenvolvido, os detalhes vão se perdendo. Isso se deve à mudança de estado de consciência dessas mulheres que acabam por se desligar do mundo externo e entrar na partolândia onde apenas sensações são registradas e os pensamentos são quase inexistentes. Muitas vezes não se lembram quem estava presente, o que falaram. Apenas as sensações são descritas e eu nunca li ou ouvi nada parecido com sofrimento. Assim como quando dormimos ou temos um sexo satisfatório que nos leva a um orgasmo.

Há tempos já se sabe as principais substâncias secretadas durante a estadia na partolândia. No entanto, sabia-se apenas suas funções fisiológicas e que suas quantidades se modificam em cada estágio do TP. A ocitocina é responsável pela contração e a dilatação uterina. É a primeira a ser secretada no TP. As endorfinas atuam como analgésicos naturais relaxando a musculatura esquelética e diminuindo as sensações dolorosas. A adrenalina torna a atividade de expulsão do feto, no final do TP, mais eficaz. Hoje já se sabe que a atuação dessas substâncias vai além do físico alterando o comportamento, o que pode facilitar o entendimento das necessidades da parturiente e inclusive saber quanto seu útero está dilatado apenas observando como ela se comporta evitando, assim, toques desnecessários que podem tirar a mãe da partolândia.

Nota-se que nos partos naturais, logo após o nascimento, a mulher tende a posicionar-se de joelhos ou a sentar-se. Esta liberação de adrenalina é favorável aos mamíferos em geral, pois coloca a fêmea em situação de alerta. O bebê recebe parte desses hormônios do parto e, ao nascimento, está com as pupilas dilatadas. Ambos, o bebê e a mãe, possuem então condições fisiológicas para o contato olho no olho, fundamental na espécie humana.

A ocitocina é chamada de hormônio do amor por estar presente durante o orgasmo. Assim como no parto, a mulher não consegue chegar às vias de fato se não se entregar e se desligar do mundo externo. E só há entrega se ela estiver se sentindo à vontade e segura, num ambiente que propicia a concentração. Durante o orgasmo, assim como no TP, a ocitocina promove a contração uterina e é por todas essas semelhanças que dizemos que o parto faz parte da vida sexual dessa mulher. Portanto, o ambiente adequado pra ela parir é semelhante ao que ela considera ideal para fazer sexo. Um ambiente inadequado pode gerar inibição, medo, irritação e outras sensações desagradáveis que a fazem liberar adrenalina. Nesta fase do TP, a adrenalina compete receptores sensoriais com a ocitocina, o que quer dizer que a adrenalina inibe o efeito da ocitocina retardando o TP e aumentando a dor. A partir do momento em que o bebê nasce, a taxa de ocitocina na mulher chega ao seu ápice e é passada para o bebê através do cordão umbilical. Desse modo, ao se olharem, mãe e filho criam um vínculo forte que acelera o estabelecimento de uma interdependência que mais tarde culmina no amor entre os dois.

A ação das endorfinas é potente. Até a mulher atingir 8cm de dilatação a dor vai aumentando, porém continua suportável. A função da dor é estimular a secreção das endorfinas que trarão uma sensação prazerosa e concomitantemente a diminuição da dor. Principalmente se a secreção e propagação de endorfinas forem aceleradas através do relaxamento muscular e da dilatação dos vasos sanguíneos. Pra isso, existem métodos como massagem e água quente na região lombar.Se um estímulo externo tirar a parturiente da partolândia causando susto, constrangimento ou medo, ela liberará adrenalina que tem ação vaso-constritora dificultando a chegada das endorfinas, o que aumenta consideravelmente a dor. A partir da dilatação total (10cm), a maioria dos relatos revela que a dor diminui, isso comprova que a secreção de endorfinas já está a todo vapor. São opiáceos da família da morfina que não só tiram a dor mas ajudam a mulher a entrar nesse estado de consciência alterado e prazeroso. Hoje é sabido que o bebê também já secreta suas endorfinas e experimenta sensação semelhante durante o parto.

Com dilatação total, a ação da adrenalina se torna importante para a fase expulsiva do TP. Sua secreção nesse momento permite a ejeção. No sexo é responsável pela ejaculação, na amamentação é responsável pela ejeção do leite e no parto é responsável pela expulsão do bebê. A mulher se torna atenta, algumas vezes agressiva na medida exata para finalizar o TP e para cuidar de seu bebê assim que ele nasce. É comum ainda um estado de euforia devido às endorfinas combinado com a sensação de extrema energia e alerta importantes nesse momento. A dor simplesmente não existe mais. Os relatos são unânimes.

Durante a gestação, a mulher secreta prolactina que é responsável pela fabricação do leite. Este leite (chamado de colostro num primeiro momento) é armazenado nos alvéolos das mamas. Ao redor desses alvéolos existem células musculares que ao se contraírem, fazem com que os alvéolos secretem o leite. No momento do parto, o alto nível de ocitocina promove essa contração culminando na ejeção do leite por conta da adrenalina. Esse é o motivo pelo qual o leite desce mais rápido num parto natural.


Infelizmente, muitos médicos ignoram a partolândia criando protocolos infundados nas maternidades cheios de intervenções invasivas e desnecessárias. O fato da mulher ter de responder a uma série de perguntas faz com que ela ative o neocortex por ter de raciocinar o lado primitivo do cérebro e, portanto, dificultando o ingresso á partolândia. A sala fria desconcentra. Muitas pessoas observando inibe. Toques vaginais freqüentes também. A luz forte ativa o estado de alerta e o ambiente estranho gera insegurança. O fato da mulher ficar restringida numa maca desconfortável sem poder mudar de posição é uma das coisas que mais dificulta (se não impedir) o ingresso á partolândia. Além de desconfortável e inibitória, a posição de frango assado (proibida durante toda a gestação) faz com que o peso do útero e do bebê comprimam a artéria que leva oxigenação para o bebê, além de impedir a ação da gravidade (utilizada no parto de cócoras), o que dificulta a saída do bebê. Esta posição é a campeã de TPs demorados regados a dor materna e sofrimento fetal por falta de oxigenação adequada, culminando em intervenções que se não fosse tal posição seriam desnecessárias.

Isto não quer dizer que uma mulher que não ingressa na partolândia não ame seu filho ou não consiga amamentá-lo. Mas sem dúvida entrar em TP e realizar um parto natural propicia uma experiência única para mãe e filho. Geralmente, ao entrar na partolândia, a mulher vivencia um mergulho em si mesma que modifica seu modo de ver o mundo e a si mesma. É uma experiência que permite o auto-conhecimento num nível que de outra forma seria impossível. Ela experimenta de forma intensa do que seu corpo é capaz e do que ela é capaz, mudando sua auto-estima. Relatos constantemente descrevem que após o parto sentem-se capazes de absolutamente tudo. Muitas inseguranças vão embora. É comum mulheres que foram à partolândia mudarem seu comportamento com relação ao que a sociedade preconiza. Segura de si, a mulher da partolândia dificilmente sucumbe aos padrões estéticos, profissionais e morais ditados e acredita mais nas suas vontades. Desse modo, desenvolve menos depressão pós-parto, menos problemas com amamentação e vivencia um amadurecimento mais precoce.

Tal amadurecimento é vivenciado a partir do momento em que o vinculo mãe-filho fortificado pela ação da ocitocina é, posteriormente, sedimentado pela prolactina. A prolactina também tem um efeito comportamental. Ao passar pela partolândia e ter altos níveis de ocitocina, esta felizarda mãe também experimenta altos níveis de prolactina (níveis esses impossíveis de serem alcançados por quem não foi à partolândia). A prolactina tende a provocar estados mentais de subordinação e submissão às leis da natureza. Isto vem sendo amplamente estudado e comprovado na Suécia. Esta subordinação aumenta a adaptabilidade às necessidades do bebê. Este vem sendo apontado como um dos motivos para que mães visitantes da partolândia terem maior sucesso na amamentação.

A amamentação não é inata e nem fácil. Mas os altos níveis de prolactina permitem uma melhor adaptação e uma maior força de vontade para driblar os problemas e conseguir amamentar o bebê. Além disso, é comum que mães da partolândia (como as índias e de mulheres de outros países também) amamentem durante anos. Isto porque a modernização do parto juntamente com a necessidade de trabalhar fora faça com que a prolactina seja liberada em menor quantidade e por um período curto de tempo, provocando um desmame precoce.

São comuns as queixas de uma amamentação sofrida, cheia de frustrações e sensações ruins que levam algumas mães e verem esse período com sofrimento e sucumbirem a explicações sem fundamento do tipo: “tenho pouco leite” ou “meu leite não sustenta” para justificarem um comportamento repulsivo á amamentação que nem elas sabem explicar, mas que gera culpa. Já as mães que passaram pela partolândia costumam relatar experiências felizes com a amamentação e chegam a lastimar quando o filho dá o grito de independência não pedindo mais o peito. É nesse momento que nota-se uma tendência maior de se doar nas mães da partolândia. 

30 janeiro 2013

Dicas e Relação de profissionais Humanizados em São Paulo




Médicos Obstetras particulares

Jorge Kuhn
Atende da Casa Moara
tel 5096 2318 ou 5092 6426

Andrea Campos
Atende na Casa Moara, no Gama e na Alvilandia Moara
tel 5096 2318 ou 5092 6426
Gama 2507 7090 A
Alvilandia 3021 1323

Betina Bittar
Consultorio na Vila Mariana
tel 2309 8666 / 98458-5222

Catia Chuba
Atende na Clinica Tobias
tel 5687 3799

Deborah Kimke
Atende em Moema
http://www.viradadalua.com.br/tag/dra-deborah-klimke/
tel 5041 7423

Dolores Nishimura
Tel. 11. 99826.7551

Carolina Hofmeister 
 3071 2603 – Itaim Bibi

Médicos pelo plano de saúde

Jose Vicente Kosmiskas
Rua Pedro de Toledo, 980 
Tel. 5908-1044 / 5572-4733
Convenios: Amil, Bradesco, Careplus, Golden Cross, GAMA, Itau, Petrobras, Porto Seguro, Unimed (só consulta).

Antonio Julio Sales Barbosa
R. Carlos Sampaio, 304 cj 41 - Paraiso
Tel. 3285-6929


Alberto Jorge Guimarães
http://www.partosemmedo.com.br/
R. Voluntários da Patria, 2820
Tel. 2979.1151


* A maioria deles realiza consultas pelo plano de saúde, mas o parto é particular.

Médicos Pediatras 

Cacá - 3672-6561
http://neonatologiakk.blogspot.com.br/

Renata –  2506-7090

Nina –  998178583 ou 386283132


Douglas – 386283132

Sandra – 9658-8342 
email. sandracest@gmail.com
http://www.clinicamatryoshka.blogspot.com.br/

Selma (homeopata) 
3031-9280

Evelin Nadalutti
 99371-8637

Ana Paula Caldas 
anapaulacald@yahoo.com.br



Parteiras

Ana Cristina Duarte (GAMA)
99806-7090

Ana Garbulho 
97201-0272

Cristina Balzano
 97153-5808


Juliana Freitas 
99511-6878 / 95992-6234

Karina Trevisan 
2579-0427

Marcia Koifman  
99106-8240

Natália Rea 
98259-0754

Priscila Colacoppio
 (15) 9771-7944

Vilma Nishi
 3031-9280

Doulas

Jessica Quiroga 
3981.2857 ou 99413.9594
Atende São Paulo Capital, Guarulhos, Mairiporã e Serra da Cantareira.

Luciana Ribeiro
9 1732.5057
Atende São Paulo Capital e Guarulhos.

Mariana Amoroso

Thati Menendez



Doulas do Brasil

Fisioterapia Obstetrica

Thati Menendez

Preparação para o parto e reabilitação de períneo.
Atende na Rua Pelotas, 763 - Vila Mariana
Tel. 11.96422-5000 (cel) ou 11.5572-1176 (consultorio)
Atua também com incontinência Urinária, Anorgasmia e dispareunia

Fotografos para o parto e ensaios de família:

Beatriz Takata - Eternizando momentos
Acompanha o parto e faz ensaios de gravidez, família, recém nascidos.
fotógrafabia.takata.fotografia@gmail.com
Tel. 11 97071 5194

Laureni Fochetto
Não acompanha partos, apenas ensaios e eventos familiares.
Tel. 2204-1010
laureniaf@gmail.com

Dil Cavalcante
Não acompanha partos, apenas ensaios e eventos familiares.
Atende São José, Jacareí e região
Tel. 12.9707.4449


Maternidades particulares

Sao Luiz
A maioria dos médicos humanizados só atende na unidade do Itaim. Lá é permitida a entrada de doulas e o nascimento na água.

Santa Catarina
Tem banheira de parto mas só é permitida a entrada da gestante na banheira, e o bebê também não pode nascer na água. Para a entrada de doulas no hospital é necessário um cadastro prévio, doula sem cadastro não entra.

Pro-matre e Santa Joana
Não sabem o que é atender um parto normal ou uma mulher em trabalho de parto. 90% dos nascimentos são através de cesariana agendada.

Maternidade Pública

Amparo Maternal
Não é humanizado, é uma das melhores opções do SUS, porém ainda com muitas intervenções como empurrar a barriga (kristeller), ocitocina (sorinho) de rotina e sem direito a analgesia.

Casas de Parto

Casa Angela
http://www.casaangela.org.br/ Atendimento gratuito para as gestantes do bairro, para as demais há um custo.

Casa do Parto de Sapopemba
http://www.casadepartodesapopemba.blogspot.com.br/ Atendimento gratuito pelo SUS, mas é sempre bom o acompanhamento de uma doula, tendo em vista que os profissionais são concursados e nem todos humanizados.